Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul tem uma das melhores safras de arroz dos últimos anos
Produtores de Uruguaiana, Itaqui e São Borja comemoram lavouras cheias após irrigação regular, mas relatam alta no frete rodoviário até o Porto de Rio Grande.

A colheita de arroz na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul terminou nesta semana com uma das safras mais fartas registradas pelos produtores da região nos últimos anos. Lavouras em municípios como Uruguaiana, Itaqui e São Borja mantiveram irrigação regular ao longo de todo o ciclo, favorecidas pelo volume estável dos rios que abastecem os canais da Campanha.
O resultado reforça o papel da região como um dos principais polos orizícolas do país, com parte da produção destinada ao consumo interno e o restante escoado para exportação pelo Porto de Rio Grande. Cooperativas locais relatam armazéns cheios já nas primeiras semanas de colheita, o que antecipou a contratação de frete rodoviário para o transporte até os terminais portuários.
Frete mais caro pressiona a margem
A fartura da colheita expôs um gargalo recorrente na região: a falta de caminhões disponíveis elevou o valor do frete justamente no pico do transporte. Produtores e representantes de cooperativas cobram do governo estadual a conclusão de obras de pavimentação em trechos da BR-472 e da RS-377, usados no escoamento até a fronteira com o Uruguai e até o litoral.
A secretaria estadual da Agricultura afirma acompanhar a situação e diz tratar a manutenção das rodovias de acesso às lavouras irrigadas como prioridade para a próxima safra de verão, quando o volume de cargas na região volta a crescer.
- Safra
- Arroz
- Logística
